segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Domingo
Acordo meio desnorteado pensando: que dia é hoje? Logo me dou conta de que é domingo, putz domingo. A maioria pensa isso, ô diazinho chato, depressivo; já acordo mal humorado domingo, não tenho vontade de fazer nada, domingo é um saco desde sempre! Tento entender a razão de tamanha antipatia por esse dia, dividindo o pensamento com vocês. Afinal, por que domingo é tão chato?
Lembro que o domingo sempre foi chato, mesmo em feriados e férias. Domingo não sei o que acontece, mas acho que desde pequeno, lembro que acabando domingo, a semana começava de novo. É o dia que marca o fim do descanso, que te lembra que segunda-feira está logo ali, e você terá que estudar, trabalhar, voltar a resolver aqueles problemas que você deixou para outra semana para ganhar um tempo. Para vocês terem idéia, domingo é tão chato, que todos eles no calendário, são dias marcados de vermelho!
O mais interessante nisso, é que muitos de nós tem apenas o domingo de folga, e apesar de ser o único dia de descanso, é o dia mais pesado da semana. E não gostamos do domingo por ele anteceder a filha da mãe da segunda-feira, pois ficamos deprimidos e sofremos por antecipação. Desde pequeno, me recordo que domingo era até aquele dia mais ou menos, e aí quanto mais tarde ia ficando, maior a angústia, até que começava o Fantástico e quando tocava a musiquinha no final do programa, eu pensava, já era, vou ter que dormir, amanhã começa tudo de novo!
Na verdade, acho domingo um dia injustiçado coitado, ele é muito prejudicado se pararmos para pensar. O dia preferido pela maioria das pessoas é sábado, mas as pessoas só gostam tanto do sábado, por saber que existe o domingo; e ainda se divertem sábado até tarde, invadindo a madrugada de domingo, sem dar os devidos créditos, afinal, o dia só termina quando a gente vai dormir! Domingo é necessário, mas o bichinho é chatinho demais. E dá ainda mais raiva desse dia pela música final do fantástico acabar de forma tão animada e feliz, com os apresentadores sorrindo de bem com a vida, dizendo: BOA NOITE e até semana que vem!
OBS: Se o programa fosse apresentado por este louco autor do blog, o encerramento seria mais ou menos assim:
- Sinto muito, mas não dá para esticar mais esse programa, agora vai dormir que amanhã você precisa acordar cedo, e é segunda-feira, valeu?!Força aí...
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Você está pronto?!
Voltando para casa, eu andava apressado por conta da chuva, e sem querer prestar atenção, mas já prestando, ouvi um rapaz falando ao celular, e ele fazia uma cara assustada, e respondia: "não sei se eu tô pronto, sei lá, não tô preparado!". Não faço idéia da conversa que acontecia naquela ligação, mas eu comecei a refletir: será que existe alguém pronto? Nós estivemos preparados para a vida, o tempo todo?
Não sei responder a isso com exatidão, mas acredito que dificilmente estamos prontos ou seguros do que estamos fazendo. Nós simplesmente enfrentamos o medo, com a confiança de que podemos ultrapassar as barreiras, resolver os problemas que se apresentarem, mas como eu disse, apenas com a confiança, nunca com a certeza de que tudo dará certo.
Penso que o melhor policial já teve medo de pegar numa arma, pela primeira vez; o médico hoje experiente, já teve medo de errar na hora de fazer o seu primeiro exame; o excelente motorista de ônibus já teve medo de ficar reprovado no exame de baliza. Indo além, até os grandes gênios não deviam se sentir prontos, apesar de terem a confiança de alcançar os resultados desejados. Por exemplo: Será mesmo que Santos Dumont, inventor do que hoje conhecemos como avião, não pensou que seu primeiro balão dirigível pudesse se espatifar no chão?
Tudo que me vem a cabeça é que realmente não fazemos idéia da maioria das coisas que estamos fazendo, e muito menos, temos noção da nossa capacidade de criação, e nem imaginamos o quanto somos capazes. Quantas vezes fazemos algo que as pessoas consideram sensacional, sem a menor intenção? As coisas simplesmente acontecem! E para acontecer, você de repente pensou algo vagamente, leu alguma coisa, teve uma idéia, foi lá e fez. Temos nossos sonhos, acreditamos e as coisas vão acontecendo, com esforço, com força de vontade, com ESPERANÇA. Não somos apenas capazes de mudar a nossa própria vida; todos nós somos capazes de mudar o mundo!
Para você que me lê e não acredita em minhas palavras, peço que pense um pouco em toda a sua história. Quanta coisa você achava que nunca conseguiria fazer, e fez perfeitamente? Quantas vezes você não se deu valor, até que todos reconhecessem um grande feito seu? A grandiosidade do que fazemos não está na repercussão que isso causa, e sim naquela sensação que bate lá dentro de si mesmo, naquela realização de fazer algo que te deixe orgulhoso de ser quem você é. E isso, nós todos podemos conseguir, basta acreditar e lutar para que o sonho se torne uma realidade!
Existia o risco desse tal "objeto voador" despencar dos céus e nunca ter voado, ridicularizando o jovem inventor. Mas Santos Dumont acreditou que poderia...o resultado vocês já sabem, ele voou!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Fogos de artifício
Som ensurdecedor, bombas explodem nos céus enquanto todos assistem à cena. Meu cachorro corre desesperado no quintal, pula na janela da sala, batendo com suas patas no vidro, em um nítido pedido de socorro. O filho do vizinho chora assustado, com medo. Vejo luzes iluminando o céu escuro, enquanto as pessoas gritam felizes: Feliz Ano Novo!
Por mais que pareça, não é uma guerra, mesmo que alguns até comemorem dando tiros para o alto em meio aos fogos de artifício. Conta a lenda que a celebração com fogos de artifício surgiu na China, e apesar de o som assutar alguns chineses, eles tinham o objetivo de espantar os maus espíritos. Com o passar do tempo, esses fogos de artifício foram sendo melhor elaborados, e hoje viraram tradição no mundo inteiro, para celebrar ocasiões especiais, sempre envolvendo algum motivo de felicidade a ser comemorado.
Em minha infância, sempre tive medo dos fogos de artifício, olhava para o céu sem chorar, mas a cada explosão, meus olhos piscavam de forma ritmada. Pudia ver que as flechas subiam e algumas caiam com violência quando voltavam ao chão. Mas podia reparar que crianças sempre choravam de medo e precisavam ser consoladas, os animais entravam em pânico; nas árvores, pássaros voavam em bando, sem direção; cachorros, gatos, corriam para baixo de qualquer superfície que pudesse escondê-los.
Trago esses pensamentos desde cedo, apesar de admirar a beleza de cores e efeitos em nosso céu, nunca consegui abstrair o sofrimento causado pelos fogos, à crianças e, principalmente, animais. Era impossível estar totalmente feliz naquele momento, enquanto crianças choravam e animais estavam em pânico. Queria ver a queima de fogos, e até queria que continuasse por mais tempo, mas em contrapartida, queria que acabasse aquilo de uma vez, para que nossas crianças e nossos bichos pudessem voltar a ficar em paz.
Não sou um opositor dos fogos de artifício, apenas acredito que a boa diversão é aquela onde todos se divertem e ficam em paz, onde se agrada ao maior número possível de pessoas e seres vivos em geral. Será que com toda a tecnologia que temos, não é possível inventar um tipo de fogos de artifício sem o som? Ou mesmo uma outra coisa que possa ter o mesmo efeito visual, sem incomodar tanto?
Tento fazer o meu cachorro ficar calmo sempre que passo a virada do ano em casa, e digo que tudo vai ficar bem. Ainda bem que logo ele volta ao normal. Mas eu penso: "se meu cachorro falasse, como eu iria explicar que fazemos isso para comemorar?"
Ele ia rir e me dizer: "Ainda dizem que nós é que somos irracionais!"
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
TOP FIVE - DEZEMBRO
13/10/2012
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
O mundo vai acabar?
Tenho ouvido uma quantidade enorme de comentários a respeito do fim do mundo, e por me interessar pelo tema, muitas pessoas acreditam que eu tenha a resposta, para concluir se o mundo acabará ou não. Com toda a sinceridade, eu não faço a menor idéia se isso vai acontecer. Eu penso que é possível que aconteça algum dia, porém honestamente eu não me preocupo com isso; me preocupo com o pensamento de algumas pessoas, e começo agora a dividir a minha reflexão com vocês.
Eu sei que quando se pensa em fim do mundo, até em programas de televisão, o que mais se vê?
Pessoas querendo correr contra o tempo, aproveitando tudo que nunca viveram, e resumidamente, fazendo um bando de besteira. Não era bem a palavra besteira que eu iria usar, masss...enfim, "aproveitar" os últimos dias para boa parte da população, é encher a cara de bebida alcoólica, arriscar a própria vida, afinal, vamos todos morrer né?! Fazer bacanal, viver os últimos dias de forma irresponsável, gastar o que tem e o que não tem, e especialmente, pensar ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE EM SI MESMO. Falta de crença, de valores, falta de fé propriamente, além de um egoísmo assustador.
Primeiramente, acreditar que o mundo um dia pode acabar, me faz ter um pouco mais de responsabilidade e pensar um pouco mais em não só aproveitar, como em evoluir enquanto ser humano. É normal sermos preguiçosos em nosso dia a dia, principalmente quando pensamos em ajudar o próximo, por exemplo. Quantas vezes vejo pessoas que dizem, "ah, eu quero visitar um orfanato, um asilo de velhinhos, fazer o bem"; mas aí imaginam que ainda tem tanto tempo pela frente, que isso pode esperar mais uns 6 meses, e quando passarem os 6 meses, dá para esperar mais 1 ano. E assim vai, adiamentos e mais adiamentos, sempre deixando o tempo correr.
Mas pergunta que não quer calar: vocês já pararam pra pensar que a morte não manda avisos?
Amanhã o mundo pode continuar normalmente, mas o seu mundo, a sua vida, pode ser que acabe. Podemos estar vivendo nosso último mês, nossa última semana, nossos últimos dias, últimas horas, minutos. É uma das únicas certezas que temos na vida, um dia iremos morrer. Eu não penso a morte como o fim de tudo, a morte pode ser apenas um começo. Não posso garantir à vocês que existe uma vida após a morte, posso dizer que eu creio nisso; seja lá quando for que eu estiver vivendo meus últimos momentos, não vou pensar em chutar o balde, e sim em curtir a felicidade existente nas pequenas coisas.
Nessas horas eu agradeço por tudo que eu tenho, e que um dia eu já tive. Valorizo cada momento, cada gesto, cada ação. Tomo café em minha caneca, sinto o gosto, aprecio aquele momento ; sorrio para as pessoas que convivem comigo, pois não quero dar entrada para o mau humor; abro a janela do quarto, deixando o vento bater no meu rosto; não dou tanta importância à pessoas que me querem mal e ficam me provocando em busca de confusão, pois nada disso vale a pena, se você imagina que o fim pode estar próximo. Assim, acabo vivendo cada dia como se fosse o último, mas sem melancolia, tristeza ou dor; pelo contrário, aproveito tudo que a vida me oferece ao máximo, pois por ter tido isso sempre, acabava não dando valor, e agora valorizo cada pequeno detalhe.
Se um dia o mundo ou o meu mundo acabar meus amigos, vou partir com a sensação de dever cumprido, com o coração cheio de amor...
domingo, 2 de dezembro de 2012
Ainda temos tempo!
Ainda temos tempo de aproveitar cada momento,
De consertar as coisas erradas que fizemos,
De olhar para a alegria e esquecer o sofrimento
Ainda temos tempo de amar intensamente,
De abraçar e beijar de forma ardente,
Aquela pessoa que não sai de nossa mente
Ainda temos tempo de sermos um pouco melhores,
De perdoar as pessoas por quem guardamos rancores
De esquecer as dores, e admirarmos as flores
Ainda temos tempo de curtir a bela madrugada,
De ficarmos em silêncio, de boca fechada,
Ouvindo apenas os grilos lá fora, e o relógio que não pára
Ainda temos tempo de dar valor à tudo
De aproveitar o dia de hoje como se fosse o último,
E ouvir a nossa música preferida, no escuro
Ainda temos tempo de fazer aquela ligação evitada por anos,
De dizer tudo que queríamos ter dito quando nos calamos,
De respirar bem fundo e pensar em quem amamos
Ainda temos tempo...
(Victor Neves)
De consertar as coisas erradas que fizemos,
De olhar para a alegria e esquecer o sofrimento
Ainda temos tempo de amar intensamente,
De abraçar e beijar de forma ardente,
Aquela pessoa que não sai de nossa mente
Ainda temos tempo de sermos um pouco melhores,
De perdoar as pessoas por quem guardamos rancores
De esquecer as dores, e admirarmos as flores
Ainda temos tempo de curtir a bela madrugada,
De ficarmos em silêncio, de boca fechada,
Ouvindo apenas os grilos lá fora, e o relógio que não pára
Ainda temos tempo de dar valor à tudo
De aproveitar o dia de hoje como se fosse o último,
E ouvir a nossa música preferida, no escuro
Ainda temos tempo de fazer aquela ligação evitada por anos,
De dizer tudo que queríamos ter dito quando nos calamos,
De respirar bem fundo e pensar em quem amamos
Ainda temos tempo...
(Victor Neves)
sábado, 1 de dezembro de 2012
O óculos
Recentemente, eu tive uma irritação na vista, e pelo bem dos meus olhos, até que eu me recuperasse totalmente, não pude usar minhas rotineiras lentes de contato que me fazem enxergar tão bem. Por isso, tive que me dividir em períodos às cegas ou usar meus óculos, que desde muito cedo, eu relutava para não usar. Minha mãe me apelidou de "Mr. Magoo", quando eu insisto em ficar sem óculos. E isso me fez lembrar como tudo isso começou.
Quando eu era pequeno, eu era um menino educado, mas bagunceiro também, alegre, brincalhão. Na escola, gostava de sentar sempre no fundo da sala de aula, para não ficar muito em evidência lá na frente. Até que percebi que uma das duas professoras que eu tinha na época, andava me observando além do normal. Eu copiava o quadro, e ela ficava me olhando, de um jeito desconfiado. Um dia ela me chamou à sua mesa, pedindo para que eu levasse meu caderno; e eu logo pensei: "caramba, mas eu não fiz nada de errado!". Ela então deu uma lida em algumas páginas do caderno e disse: "Victor, quero que você dê um recado aos seus pais; diga a eles que acho que você tem problema de vista e precisa de óculos". Eu dei muita risada, e não levei a sério, mesmo assim dei o recado.
Eu vivia normalmente, eu fazia tudo, eu brincava normalmente, sempre via o mundo daquela forma. Até que fui ao médico oftamologista, e enxerguei, pela primeira vez, o mundo. Parecia tudo mais colorido, mais bonito, coloquei o óculos e como mágica, enxerguei melhor a vida! A partir daí eu pude entender por que certas vezes as pessoas me diziam para tomar cuidado com pedras, espinhos, buracos ao longo do caminho, e eu nem me importava. Eu não conseguia ver, mas meu orgulho não me permitia admitir estar errado, pois se meus olhos não viam, pra quê acreditar em outros pontos de vista?!
Anos depois, eu posso admitir que nem sempre podemos enxergar todos os ângulos na vida, nem mesmo ter certeza de tudo. Até mesmo o óculos tem suas limitações, temos o foco que fica bem na frente da vista, e temos pontos cegos, que seriam alguns ângulos que a lente do óculos não alcança. Quantas vezes pessoas queridas tentam nos apontar o perigo, nos mostrar que não estamos indo para o caminho correto, que estamos fazendo besteiras, e não admitimos essa possibilidade, somente pelo fato de nossos olhos não enxergarem isso? Muito cuidado, às vezes "precisamos de óculos"!
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