segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O mundo vai acabar?



Tenho ouvido uma quantidade enorme de comentários a respeito do fim do mundo, e por me interessar pelo tema, muitas pessoas acreditam que eu tenha a resposta, para concluir se o mundo acabará ou não. Com toda a sinceridade, eu não faço a menor idéia se isso vai acontecer. Eu penso que é possível que aconteça algum dia, porém honestamente eu não me preocupo com isso; me preocupo com o pensamento de algumas pessoas, e começo agora a dividir a minha reflexão com vocês.

Eu sei que quando se pensa em fim do mundo, até em programas de televisão, o que mais se vê?

Pessoas querendo correr contra o tempo, aproveitando tudo que nunca viveram, e resumidamente, fazendo um bando de besteira. Não era bem a palavra besteira que eu iria usar, masss...enfim, "aproveitar" os últimos dias para boa parte da população, é encher a cara de bebida alcoólica, arriscar a própria vida, afinal, vamos todos morrer né?! Fazer bacanal, viver os últimos dias de forma irresponsável, gastar o que tem e o que não tem, e especialmente, pensar ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE EM SI MESMO. Falta de crença, de valores, falta de fé propriamente, além de um egoísmo assustador.  

Primeiramente, acreditar que o mundo um dia pode acabar, me faz ter um pouco mais de responsabilidade e pensar um pouco mais em não só aproveitar, como em evoluir enquanto ser humano. É normal sermos preguiçosos em nosso dia a dia, principalmente quando pensamos em ajudar o próximo, por exemplo. Quantas vezes vejo pessoas que dizem, "ah, eu quero visitar um orfanato, um asilo de velhinhos, fazer o bem"; mas aí imaginam que ainda tem tanto tempo pela frente, que isso pode esperar mais uns 6 meses, e quando passarem os 6 meses, dá para esperar mais 1 ano. E assim vai, adiamentos e mais adiamentos, sempre deixando o tempo correr.

Mas pergunta que não quer calar: vocês já pararam pra pensar que a morte não manda avisos?

Amanhã o mundo pode continuar normalmente, mas o seu mundo, a sua vida, pode ser que acabe. Podemos estar vivendo nosso último mês, nossa última semana, nossos últimos dias, últimas horas, minutos. É uma das únicas certezas que temos na vida, um dia iremos morrer. Eu não penso a morte como o fim de tudo, a morte pode ser apenas um começo. Não posso garantir à vocês que existe uma vida após a morte, posso dizer que eu creio nisso; seja lá quando for que eu estiver vivendo meus últimos momentos, não vou pensar em chutar o balde, e sim em curtir a felicidade existente nas pequenas coisas.

Nessas horas eu agradeço por tudo que eu tenho, e que um dia eu já tive. Valorizo cada momento, cada gesto, cada ação. Tomo café em minha caneca, sinto o gosto, aprecio aquele momento ; sorrio para as pessoas que convivem comigo, pois não quero dar entrada para o mau humor; abro a janela do quarto, deixando o vento bater no meu rosto; não dou tanta importância à pessoas que me querem mal e ficam me provocando em busca de confusão, pois nada disso vale a pena, se você imagina que o fim pode estar próximo. Assim, acabo vivendo cada dia como se fosse o último, mas sem melancolia, tristeza ou dor; pelo contrário, aproveito tudo que a vida me oferece ao máximo, pois por ter tido isso sempre, acabava não dando valor, e agora valorizo cada pequeno detalhe.

Se um dia o mundo ou o meu mundo acabar meus amigos, vou partir com a sensação de dever cumprido, com o coração cheio de amor...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Ainda temos tempo!

Ainda temos tempo de aproveitar cada momento,
De consertar as coisas erradas que fizemos,
De olhar para a alegria e esquecer o sofrimento

Ainda temos tempo de amar intensamente,
De abraçar e beijar de forma ardente,
Aquela pessoa que não sai de nossa mente

Ainda temos tempo de sermos um pouco melhores,
De perdoar as pessoas por quem guardamos rancores
De esquecer as dores, e admirarmos as flores

Ainda temos tempo de curtir a bela madrugada,
De ficarmos em silêncio, de boca fechada,
Ouvindo apenas os grilos lá fora, e o relógio que não pára

Ainda temos tempo de dar valor à tudo
De aproveitar o dia de hoje como se fosse o último,
E ouvir a nossa música preferida, no escuro

Ainda temos tempo de fazer aquela ligação evitada por anos,
De dizer tudo que queríamos ter dito quando nos calamos,
De respirar bem fundo e pensar em quem amamos

Ainda temos tempo...

(Victor Neves)

sábado, 1 de dezembro de 2012

O óculos


Recentemente, eu tive uma irritação na vista, e pelo bem dos meus olhos, até que eu me recuperasse totalmente, não pude usar minhas rotineiras lentes de contato que me fazem enxergar tão bem. Por isso, tive que me dividir em períodos às cegas ou usar meus óculos, que desde muito cedo, eu relutava para não usar. Minha mãe me apelidou de "Mr. Magoo", quando eu insisto em ficar sem óculos. E isso me fez lembrar como tudo isso começou.

Quando eu era pequeno, eu era um menino educado, mas bagunceiro também, alegre, brincalhão. Na escola, gostava de sentar sempre no fundo da sala de aula, para não ficar muito em evidência lá na frente. Até que percebi que uma das duas professoras que eu tinha na época, andava me observando além do normal. Eu copiava o quadro, e ela ficava me olhando, de um jeito desconfiado. Um dia ela me chamou à sua mesa, pedindo para que eu levasse meu caderno; e eu logo pensei: "caramba, mas eu não fiz nada de errado!". Ela então deu uma lida em algumas páginas do caderno e disse: "Victor, quero que você dê um recado aos seus pais; diga a eles que acho que você tem problema de vista e precisa de óculos". Eu dei muita risada, e não levei a sério, mesmo assim dei o recado.

Eu vivia normalmente, eu fazia tudo, eu brincava normalmente, sempre via o mundo daquela forma. Até que fui ao médico oftamologista, e enxerguei, pela primeira vez, o mundo. Parecia tudo mais colorido, mais bonito, coloquei o óculos e como mágica, enxerguei melhor a vida! A partir daí eu pude entender por que certas vezes as pessoas me diziam para tomar cuidado com pedras, espinhos, buracos ao longo do caminho, e eu nem me importava. Eu não conseguia ver, mas meu orgulho não me permitia admitir estar errado, pois se meus olhos não viam, pra quê acreditar em outros pontos de vista?!

Anos depois, eu posso admitir que nem sempre podemos enxergar todos os ângulos na vida, nem mesmo ter certeza de tudo. Até mesmo o óculos tem suas limitações, temos o foco que fica bem na frente da vista, e temos pontos cegos, que seriam alguns ângulos que a lente do óculos não alcança. Quantas vezes pessoas queridas tentam nos apontar o perigo, nos mostrar que não estamos indo para o caminho correto, que estamos fazendo besteiras, e não admitimos essa possibilidade, somente pelo fato de nossos olhos não enxergarem isso? Muito cuidado, às vezes "precisamos de óculos"!


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

TOP FIVE - NOVEMBRO

25/04/2012, 4 comentários


16/11/2012, 1 comentário


01/11/2012, 1 comentário



01/12/2011, 2 comentários

Quem quer ser perfeito?


Ouço quase todos os dias pessoas reclamando, insatisfeitas, cansadas do que são, sempre dizendo que queriam ser perfeitas. O objetivo de muitas pessoas é, não só melhorar, não só saber fazer bem suas atividades, mas sim, alcançar a tão sonhada perfeição. Já que diversas pessoas insistem nessa intenção, vou ensinar à todos vocês a serem perfeitos. Então vamos lá: Quem quer ser perfeito?

E vocês devem estar imaginando "ahhh, duvido que esse cara vá ensinar alguém a ser perfeito, será?". Já que o texto é curto, logo todos irão saber a resposta. Eu descobri como ser perfeito há pouco tempo também. Vamos pensar e imaginar juntos: nós temos uma vida; somos livres para sonhar, planejar um caminho sem fronteiras; podemos elaborar metas; podemos mudar de planos ao longo do tempo; caso uma porta se feche, podemos pular pelas várias janelas. E pra quê ser perfeito?

Os motivos são vários, queremos ser perfeitos em nossos relacionamentos afetivos, assim os nossos amores nunca nos deixariam; em nosso trabalho, assim seríamos sempre promovidos e nunca perderíamos o emprego; em nosso comportamento, podendo assim estarmos sempre equilibrados, calmos e serenos, evitando os desgastes com estresse, mau humor, angústias. Enfim, motivos não vão faltar!

Mas não querendo ser estraga prazeres, mas já reparou que queremos ser perfeitos sempre para algo ou alguém? E se mudarmos o foco, sendo perfeitos para nós mesmos?

Quanto mais nos preocupamos com as coisas, mais o medo nos angustia, apontando tudo de errado que pode acontecer. Tudo pode dar errado? Sim, assim como tudo pode dar certo. Adianta alguma coisa pensar no fracasso, na dor, no sofrimento e em todas as coisas ruins que podem acontecer conosco?

Somos perfeitos, todos nós, apesar de muitos não enxergarem isso. Temos dentro de nós, motivação e vontade mais do que suficientes para mudar todo o contexto de uma história ruim! Podemos recomeçar, tentar tudo de novo, podemos mudar, nos arrepender e consertar os nossos defeitos. Não tente ser perfeito para os outros ou para alguma coisa, seja perfeito para você, e aí o que se adequar a você, será atraído. Não existe algo perfeito para todos, existe o perfeito para nós mesmos!


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Prova


Há um tempo atrás, uma moça chorando veio conversar comigo, dizendo que as coisas em sua vida não estavam dando certo, que era difícil lidar com a tristeza às vezes. Ela me contou que já não sabia o que fazer para reverter aquela situação, sair daquela crise que parecia um redemoinho, onde os momentos felizes eram cada vez mais raros. Então eu pensei que, para cada problema, existe uma solução; baseado nisso, cheguei a seguinte conclusão: "A Prova".

Definitivamente, caros leitores, não viemos ao mundo à passeio. Temos uma vida, e podemos relacionar a vida à uma prova, como a que fazemos em período escolar, na faculdade, nos cursos. Qual seria o objetivo da prova?

Em uma rápida definição, seria assimilar os conteúdos através do estudo e da aprendizagem que teve, alcançar uma nota alta, acima da média, que te permita passar para séries mais avançadas. Caso você não consiga atingir essa nota estipulada, você vai para a recuperação e algumas vezes, repete de ano, tendo que recomeçar o ano letivo todo de novo, reaprendendo toda a matéria, para uma nova oportunidade. Isso ao meu ver, é muito semelhante a vida. Afinal, a vida não acaba sendo uma grande prova?

Analisando alguns casos, e até a minha própria vida, vejo que não adianta fugir de um problema, evitar certa situação, pois enquanto você não resolve aquela questão, ela volta, várias e várias vezes, o problema é trazido por situações diferentes, em locais diferentes. Você tem medo do perigo, foge para um lugar calmo, e ele aparece do nada; você muda de emprego para se livrar de uma situação chata que vivia em seu trabalho, e no novo emprego, tudo se repete. E por que isso acontece?

Precisamos superar aquela questão, para passar na prova. Enquanto você não entender a pergunta que a vida está te fazendo, ela continuará te dando novas questões, com o mesmo conteúdo, até que você mostre que aprendeu, responda da forma correta e assim passe na prova. Entendendo a vida por essa visão, conseguimos ter uma clareza maior a respeito de nossos problemas e aflições. Por isso lembre-se, sempre que você não conseguir superar uma questão, tente reler a pergunta e compreender o que a vida está de perguntando!


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Pelo amor ou pela dor


Vivemos experimentando novas situações, agregando novos conhecimentos, e evoluindo gradativamente. As vezes, pegamos estradas em linha reta; em outras ocasiões, atravessamos estradas cheias de curvas, cheias de buracos. Assim é a estrada da vida, ela precisa te ensinar algumas coisas, e só há dois meios para que isso aconteça: "Pelo amor ou pela dor".

Logicamente, todos queremos pegar o caminho em linha reta, o caminho do amor. Um caminho aparentemente mais fácil de seguir, onde tudo dá certo, menos cansativo, menos perigoso. Muitas pessoas pensam que é difícil achar o atalho que leva a essa estrada; entretanto, a bússola que indica o caminho está dentro de você, apenas é preciso enxergar um pouquinho dentro de si. No fundo, todos nós sabemos o que é certo e errado, parece até que o coração bate feliz quando estamos no caminho certo, e aperta fundo, quando fazemos algo que sabemos que não deveríamos fazer.

Então entramos no caminho tortuoso, no qual passamos boa parte do tempo. Um caminho cheio de pedras e espinhos, sofrido na maioria das vezes. Porém o caminho da dor na maioria das vezes é opcional. Por exemplo, podemos cuidar de nossa saúde e bem estar, antes de ficarmos doentes; podemos valorizar as pessoas que amamos, antes que elas partam pelas razões que forem; podemos estudar para a prova, antes de ficarmos reprovados.

Exemplos não faltam, e o que falta, muitas vezes, é a percepção de que a escolha está em nossas mãos. É mais fácil culpar o destino, culpar a sorte, culpar a vida, do que assumir que estamos errando. Quantas vezes estamos seguindo viagem, e existem vários atalhos sendo apontados nas placas da estrada, mas passamos distraídos e perdemos a entrada do caminho do amor?

A vida faz a parte dela, te passando os ensinamentos que você precisa aprender. Uns prestam mais atenção pegando as estradas mais tranquilas, e infelizmente, a maioria de nós está distraído demais em sua viagem, e acaba seguindo rumo ao caminho da dor.