quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Voz da consciência


Oi, eu estou falando com você! Preste atenção! Por mais que você insista em não me ouvir, eu vou falar mesmo assim. Eu sei que falo o tempo inteiro, tento te avisar dos perigos, dos seus erros, te dou bons conselhos, te falo o caminho mais seguro, mais certo, é realmente uma pena que na maioria das vezes, você não me dê a menor atenção. Você quer me dar um nome? Prazer, me chame de a voz da sua consciência.

Eu fico falando para te alertar, quero o seu bem. É triste quando você não me ouve, e preciso ficar falando na sua cabeça quando você deita na cama, e eu não paro de falar, você perde o sono. Não quero te dar sermão, nem quero te culpar, mas sou eu quem sei o que é melhor para você, minha função é te ajudar a ser feliz, a se realizar, a ser bem sucedido, entre outras coisas. Mas para isso, você sabe muito bem que existe um preço! Como vou te ajudar quando você começa a fazer tudo ao contrário do que te digo?

Depois é sempre a mesma coisa, e você começa com aqueles papos de "bem que minha intuição tava me falando", mas depois que já não tem mais jeito, é que você se lembra do que eu falo. Sempre te digo que dá pra consertar o que você está fazendo errado, as vezes não dá para reparar todos os erros, mas dá para, pelo menos, se arrepender, compensar de alguma forma. Tudo que você faz, tem um preço, e por mais que eu te fale, as vezes você se nega a ouvir.

Tem horas que eu vejo as coisas que você faz, e realmente custo a acreditar que seja verdade. Eu te conheço bem, sei o quanto você é uma boa pessoa, mas algumas atitudes suas me decepcionam bastante. Você não tem razão para fazer as besteiras absurdas que as vezes faz; tem erros seus que são comparados a pessoas de índole ruim, mas eu estou dentro de você, eu sei quem você é, você não é assim. Sinceramente não entendo o por quê de você estar fazendo isso. Eu fico triste vendo você seguir por caminhos escuros, eu sei e te alerto que uma hora você terá que pagar pelas coisas erradas que você está fazendo. Se você quer paz, precisa plantá-la pelo seu caminho, precisa ser uma pessoa honesta, digna, respeitável. Eu sei que você é capaz de ser assim!

E de uma vez por todas, pare de culpar as pessoas e passar a responsabilidade quando as coisas dão errado. Você está colhendo o que plantou, se alguém tem culpa, esse alguém é você. Só sei que apesar de você me decepcionar muitas vezes, eu nunca vou te abandonar, estarei sempre contigo, te falando e te dando todas as dicas a respeito do que fazer, dos caminhos mais certos para você. Te peço por favor, me ouça um pouquinho mais, apenas isso!


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

TOP FIVE - JANEIRO

25/04/2012, 4 comentários


01/12/2011, 2 comentários


05/12/2011, 4 comentários


15/01/2013, 1 comentário


01/11/2012, 1 comentário

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Até que os filhos saem de casa!


Os filhos nascem, e aqueles jovens pais que se sentiam tão despreparados para aquele momento, perceberam que havia uma grande responsabilidade em suas mãos, uma vida, um filho. Com o passar do tempo, se acostumam com a idéia de guiar essa criança no mundo, objetivando prepará-los para serem auto-suficientes e trilharem seu próprio caminho. Um dia os filhos se tornam adultos, independentes, e chega o dia: "Até que os filhos saem de casa!"

Para os filhos, é um momento marcante, mas tratado com certa naturalidade, pois é assim  que acontece com a maioria das pessoas; foi assim com os pais, com os avós, e assim por diante. Casamentos, novas experiências, até mesmo morar sozinho, ou se arriscar em novos horizontes, outros estados, países. Não é que os filhos não gostem de morar com os pais, mas existe uma sensação quando se mora com os pais, de que eles continuam sendo responsáveis por esses filhos, e por mais que esses filhos trabalhem e cuidem de suas próprias vidas, a casa dos pais será sempre a casa dos pais. 

Por outro lado, encontram-se os pais; aqueles que não sabiam bem se saberiam exercer essa função de educar, orientar. Eles ficam felizes quando conseguem cumprir a missão de criar uma pessoa independente, como muitos dizem, "prontos para o mundo e para a vida", mas a separação inevitável nesse "sair de casa" é muito mais dolorosa para os pais. Basta imaginar, coloca-se um filho no mundo, e assim, forma-se uma família; a vida desses novos pais muda completamente, e eles passam a viver o tempo inteiro com os filhos. E ficam morando juntos até o dia dessa saída do ninho, pois após os cuidados, os filhotes, agora crescidos aprendem a voar e fazem seus voos de forma independente.

A diferença é que quando os filhos partem, eles querem e precisam dessa nova etapa, mas geralmente, os pais nunca querem que seus filhos saiam de casa, no sentido de desejarem e sonharem com isso. Os pais querem o melhor para os filhos, e o melhor é que eles sigam suas próprias vidas, mas isso não significa um desejo para que eles saiam de casa. Para os filhos, é uma etapa cheia de esperança, realizações, de amadurecimento total; para os pais, é a certeza de que a velhice está chegando, que aquelas crianças cresceram, rápido demais, e se tornaram pessoas adultas; é um ponto crucial, onde você pensa, e agora, o que resta já que os filhos foram embora?

É uma sensação estranha para esses pais, já não são responsáveis pela vida dos seus pequenos, mas se sentem ainda responsáveis pelos filhos. É impossível olhar para um filho, e não ver aquela criança que ele já foi um dia. Ao mesmo tempo, percebe-se que mudanças significativas aconteceram, os filhos cresceram, os pais envelheceram.

A verdade, é que os laços de amor e de família, continuam intactos. O fato de sair de casa, não significa um esquecimento dos pais, da antiga casa, muito menos um rompimento no carinho enorme que existe de ambas as partes. É comum os filhos darem uma fugida para a casa dos pais de tempos em tempos, e os pais também irem para o novo lar dos filhos, para dar uma palpitada. Não é o fim de nada, é apenas um novo ínicio, um recomeço, de uma história que muda apenas os personagens. Um dia os que hoje são os filhos, serão os futuros pais, e o fluxo vai seguir. E o que foi vivido, nunca irá se apagar, vai continuar guardado a sete chaves, no coração, lugar de onde jamais tudo isso sairá.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Domingo


Acordo meio desnorteado pensando: que dia é hoje? Logo me dou conta de que é domingo, putz domingo. A maioria pensa isso, ô diazinho chato, depressivo; já acordo mal humorado domingo, não tenho vontade de fazer nada, domingo é um saco desde sempre! Tento entender a razão de tamanha antipatia por esse dia, dividindo o pensamento com vocês. Afinal, por que domingo é tão chato?

Lembro que o domingo sempre foi chato, mesmo em feriados e férias. Domingo não sei o que acontece, mas acho que desde pequeno, lembro que acabando domingo, a semana começava de novo. É o dia que marca o fim do descanso, que te lembra que segunda-feira está logo ali, e você terá que estudar, trabalhar, voltar a resolver aqueles problemas que você deixou para outra semana para ganhar um tempo. Para vocês terem idéia, domingo é tão chato, que todos eles no calendário, são dias marcados de vermelho!

O mais interessante nisso, é que muitos de nós tem apenas o domingo de folga, e apesar de ser o único dia de descanso, é o dia mais pesado da semana. E não gostamos do domingo por ele anteceder a filha da mãe da segunda-feira, pois ficamos deprimidos e sofremos por antecipação. Desde pequeno, me recordo que domingo era até aquele dia mais ou menos, e aí quanto mais tarde ia ficando, maior a angústia, até que começava o Fantástico e quando tocava a musiquinha no final do programa, eu pensava, já era, vou ter que dormir, amanhã começa tudo de novo!

Na verdade, acho domingo um dia injustiçado coitado, ele é muito prejudicado se pararmos para pensar. O dia preferido pela maioria das pessoas é sábado, mas as pessoas só gostam tanto do sábado, por saber que existe o domingo; e ainda se divertem sábado até tarde, invadindo a madrugada de domingo, sem dar os devidos créditos, afinal, o dia só termina quando a gente vai dormir! Domingo é necessário, mas o bichinho é chatinho demais. E dá ainda mais raiva desse dia pela música final do fantástico acabar de forma tão animada e feliz, com os apresentadores sorrindo de bem com a vida, dizendo: BOA NOITE e até semana que vem!


OBS: Se o programa fosse apresentado por este louco autor do blog, o encerramento seria mais ou menos assim:

- Sinto muito, mas não dá para esticar mais esse programa, agora vai dormir que amanhã você precisa acordar cedo, e é segunda-feira, valeu?!Força aí...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Você está pronto?!


Voltando para casa, eu andava apressado por conta da chuva, e sem querer prestar atenção, mas já prestando, ouvi um rapaz falando ao celular, e ele fazia uma cara assustada, e respondia: "não sei se eu tô pronto, sei lá, não tô preparado!". Não faço idéia da conversa que acontecia naquela ligação, mas eu comecei a refletir: será que existe alguém pronto? Nós estivemos preparados para a vida, o tempo todo?

Não sei responder a isso com exatidão, mas acredito que dificilmente estamos prontos ou seguros do que estamos fazendo. Nós simplesmente enfrentamos o medo, com a confiança de que podemos ultrapassar as barreiras, resolver os problemas que se apresentarem, mas como eu disse, apenas com a confiança, nunca com a certeza de que tudo dará certo.

Penso que o melhor policial já teve medo de pegar numa arma, pela primeira vez; o médico hoje experiente, já teve medo de errar na hora de fazer o seu primeiro exame; o excelente motorista de ônibus já teve medo de ficar reprovado no exame de baliza. Indo além, até os grandes gênios não deviam se sentir prontos, apesar de terem a confiança de alcançar os resultados desejados. Por exemplo: Será mesmo que Santos Dumont, inventor do que hoje conhecemos como avião, não pensou que seu primeiro balão dirigível pudesse se espatifar no chão?

Tudo que me vem a cabeça é que realmente não fazemos idéia da maioria das coisas que estamos fazendo, e muito menos, temos noção da nossa capacidade de criação, e nem imaginamos o quanto somos capazes. Quantas vezes fazemos algo que as pessoas consideram sensacional, sem a menor intenção? As coisas simplesmente acontecem! E para acontecer, você de repente pensou algo vagamente, leu alguma coisa, teve uma idéia, foi lá e fez. Temos nossos sonhos, acreditamos e as coisas vão acontecendo, com esforço, com força de vontade, com ESPERANÇA. Não somos apenas capazes de mudar a nossa própria vida; todos nós somos capazes de mudar o mundo!

Para você que me lê e não acredita em minhas palavras, peço que pense um pouco em toda a sua história. Quanta coisa você achava que nunca conseguiria fazer, e fez perfeitamente? Quantas vezes você não se deu valor, até que todos reconhecessem um grande feito seu? A grandiosidade do que fazemos não está na repercussão que isso causa, e sim naquela sensação que bate lá dentro de si mesmo, naquela realização de fazer algo que te deixe orgulhoso de ser quem você é. E isso, nós todos podemos conseguir, basta acreditar e lutar para que o sonho se torne uma realidade!


Existia o risco desse tal "objeto voador" despencar dos céus e nunca ter voado, ridicularizando o jovem inventor. Mas Santos Dumont acreditou que poderia...o resultado vocês já sabem, ele voou!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Fogos de artifício


Som ensurdecedor, bombas explodem nos céus enquanto todos assistem à cena. Meu cachorro corre desesperado no quintal, pula na janela da sala, batendo com suas patas no vidro, em um nítido pedido de socorro. O filho do vizinho chora assustado, com medo. Vejo luzes iluminando o céu escuro, enquanto as pessoas gritam felizes: Feliz Ano Novo!

Por mais que pareça, não é uma guerra, mesmo que alguns até comemorem dando tiros para o alto em meio aos fogos de artifício. Conta a lenda que a celebração com fogos de artifício surgiu na China, e apesar de o som assutar alguns chineses, eles tinham o objetivo de espantar os maus espíritos. Com o passar do tempo, esses fogos de artifício foram sendo melhor elaborados, e hoje viraram tradição no mundo inteiro, para celebrar ocasiões especiais, sempre envolvendo algum motivo de felicidade a ser comemorado.

Em minha infância, sempre tive medo dos fogos de artifício, olhava para o céu sem chorar, mas a cada explosão, meus olhos piscavam de forma ritmada. Pudia ver que as flechas subiam e algumas caiam com violência quando voltavam ao chão. Mas podia reparar que crianças sempre choravam de medo e precisavam ser consoladas, os animais entravam em pânico; nas árvores, pássaros voavam em bando, sem direção; cachorros, gatos, corriam para baixo de qualquer superfície que pudesse escondê-los.

Trago esses pensamentos desde cedo, apesar de admirar a beleza de cores e efeitos em nosso céu, nunca consegui abstrair o sofrimento causado pelos fogos, à crianças e, principalmente, animais. Era impossível estar totalmente feliz naquele momento, enquanto crianças choravam e animais estavam em pânico. Queria ver a queima de fogos, e até queria que continuasse por mais tempo, mas em contrapartida, queria que acabasse aquilo de uma vez, para que nossas crianças e nossos bichos pudessem voltar a ficar em paz.   

Não sou um opositor dos fogos de artifício, apenas acredito que a boa diversão é aquela onde todos se divertem e ficam em paz, onde se agrada ao maior número possível de pessoas e seres vivos em geral. Será que com toda a tecnologia que temos, não é possível inventar um tipo de fogos de artifício sem o som? Ou mesmo uma outra coisa que possa ter o mesmo efeito visual, sem incomodar tanto?

Tento fazer o meu cachorro ficar calmo sempre que passo a virada do ano em casa, e digo que tudo vai ficar bem. Ainda bem que logo ele volta ao normal. Mas eu penso: "se meu cachorro falasse, como eu iria explicar que fazemos isso para comemorar?"

Ele ia rir e me dizer: "Ainda dizem que nós é que somos irracionais!"


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

TOP FIVE - DEZEMBRO



25/04/2012, 4 comentários


01/12/2011, 2 comentários


02/12/2012, 2 comentários


10/12/2012, 3 comentários